
Que eu veja
Que eu sinta
O grito
A cor
E a forma
Da minha libertação...
(Solano Trindade)


Nós acreditamos que não acaba a violência contra as mulheres enquanto seguir existindo um sistema baseado na miséria, na desigualdade e em condições aberrantes de existência impostas a milhões de seres humanos pelo interesse de uma minoria parasitária e sedenta por lucro. A saída a tanta violência, por isso, não é individual. Para acabar com a milenar opressão da mulher, da qual o capitalismo se valeu para exercer seu domínio, temos que nos organizar, junto a nossos companheiros homens, para acabar com o capitalismo. Lutemos por:
Precisamos nos organizar para sermos milhares e arrancar nossos direitos, convidando nossas amigas, vizinhas, colegas de estudos ou de trabalho, para nos colocar de pé para enfrentar este sofrimento. Convocando especialmente os trabalhadores conscientes de suas amarras que querem lutar por uma sociedade sem exploração, a tomar esta tarefa também em suas mãos. Porque enquanto a classe dominante consiguir nos manter dividid@s, opondo umas as outras, e destilando sua venenosa ideologia de fragmentação, mais facilmente perpetua sua dominação e nossa escravidão. 
A feminização do trabalho, como apregoa o discurso burguês, seria uma forma de autonomia das mulheres, todavia, vemos que a inserção das mulheres no instável mercado de trabalho, está diretamente atrelada a extrema degradação e precarização das relações trabalhistas. Esse processo em conjunto, tem reflexos perversos sobre a qualidade de vida de toda a “família” trabalhadora, com a intensa desvinculação e perda de referenciais, sobretudo por parte dos filhos, à, assim chamada, “instituição família”, que perde a validade do significado (cristão e burguês) construído sobre as bases de uma sociedade patriarcal.
Um outro aspecto fundamental da opressão e exploração da mulher é o trabalho doméstico. Ao contrário do que a sociedade propaga, o trabalho doméstico não é um problema da mulher: não é um problema individual, tampouco é um problema privado, que começa e termina no seio da família. O trabalho doméstico é um problema do sistema capitalista, uma vez que tem a ver com o processo de reprodução da força de trabalho. É no lar que essa reprodução se processa. Se o salário é o necessário para a sobrevivência dos trabalhadores e das trabalhadoras, ou seja, para a reprodução da força de trabalho, o trabalho doméstico deveria fazer parte desse cálculo, mas não o faz. O capitalista explora a separação entre o processo de produção de mercadorias e o processo de reprodução da força de trabalho para, dessa forma, incrementar a extração de mais-valia. A partir disso, se estrutura uma divisão do trabalho em que a mulher é responsável pelo âmbito privado – o trabalho realizado dentro de casa – e o homem pelo âmbito público – o trabalho fora de casa.

O capitalismo intensificou ainda mais a opressão da mulher. Submetendo-a a condições de extrema exploração e precarização do trabalho. A opressão da mulher dimensiona e redefine as formas de exploração, tendo como alicerce o machismo e a desigualdade social.
Esse ano meu dia da Consciência Negra foi bem diferente, foi muito triste... Infelizmente me senti impotente, inútil ...
Negro Sorriso(com covinha)| Artistas vestem camisa após apresentação |